sábado, 30 de agosto de 2014

Agosto o mês do...

Não. Desta vez não foi do desgosto. Nunca curti esse mês. Se vocês já notaram, tem 31 dias e nenhum feriado para descanso. Isso estressa um pouco quem tem que trampar manhã, tarde e noite, sempre levando algumas tarefinhas para casa.

Aliás, tinha tudo para ser um agosto típico. Notícias ruins de julho poderiam me desanimar ainda mais. Pra quem não sabe, apesar da idade, perdi dois grandes seres humanos que influenciaram muito meu modo de agir e pensar. 

Plínio de Arruda Sampaio, sempre gosto de lembrar desse vídeo do fim da campanha 2012, onde ele, endurecido sem perder a ternura e o bom humor (alías, me emocionei denoooooovo vendo esse vídeo, esse cara faz falta, o rei o tweet).


Também perdemos um expoente da educação humanitária, Rubem Alves. Todo mundo deveria ler pelo menos um livro dele na vida.



Tive problemas familiares também nesses últimos dias, mas problemas de verdade, sabem... saúde. A vó (melhor vó do mundo, quando todos tiverem uma avó como a Dona Minda, o mundo será bem melhor, se não perfeito, juro isso). Nos deu vários sustos nesse sentido, mas acabou perdendo seu companheiro, seu namoradinho, Seu Arno, o qual sofreu muito até sua partida. Penso que todo esse sofrimento de seu parceiro a deixou fraca, mas agora é "bola pra frente". Obs: além do namorado, neste mês ela também perdeu um irmão e um cunhado, imaginem como ficou a cabeça dela... êta véia forte!

Fiquei sabendo ainda que a pessoa que mais amei até hoje está grávida. Óbvio que isso me abalou, mas não posso dizer que negativamente. Me fez pensar na vida, nas vidas das pessoas, como tudo pode acabar e recomeçar todos os dias. Podem ter certeza que recomeçar é bem mais fácil que terminar hahaha. Faz um tempinho que encaro todos os dias como um novo começo.

Outra coisa triiiiste demais é o fato de eu ser gremista. Racismo no séc. XXI, no futebol, no lugar de diversão. Por que não recomeçar aqui também? Por que temos que aceitar o rótulo de clube racista. De boa, o time que eu torço, merece perder todos campeonatos, ficar sem títulos por muitos anos ainda, ser rebaixado mais algumas vezes, enquanto tiver gente da torcida agindo dessa maneira. Porém, não vejo sentido de rebater tudo isso com palavras tipo "gaymio". Homofobia é tão besta e repugnante quanto racismo. Vamos aprender a respeitar as pessoas em suas diferenças ou não?

Quanta negatividade. Não!

Esse mês foi lindo. Ainda penso que é cedo pra emitir qualquer definição acertada sobre o que está acontecendo, mas uma nova amizade surgiu. Ela é linda, inteligente. O sorriso mais espontâneo que já vi. Ela curte a lua, curte o sol, curte sexo, tem a mente aberta (apesar de acreditar que nada a influencia, mas com o tempo isso ficará mais claro pra ela). Nada estava nos planos. Aliás, não há muitos planos, a não ser ser feliz, um dia depois do outro. Lógico que o medo existe. É uma situação diferente. Faz um tempo que evito me apegar por isso, não quero criar expectativas pra mim, nem pra ninguém. Expectativas geram mágoas, esse é meu medo. Porém, aquele sorriso, as coisas que fazemos juntos, o cotidiano está sendo muito espontâneo, o que me dá coragem para arriscar. Curto espontaneidade, mas talvez eu já tenha dito isso... Gracias por fazer esses dias medievais de agosto mais bacanas J. Lua.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como Sair de Uma Banda de Rock?

Ato I
Me dei de conta que mês que vêm fazem 8 anos que a Decoys começou a fazer os ensaios e funcionar pra valer. É uma data que sempre lembro. Mas como não chegou ainda eu pensei " e essa época a 8 anos atrás?" Eu estava provavelmente saindo da 12Ponto1.

Ato II
Ninguém gosta quando as coisas acabam. É como qualquer relacionamento, ou o ser humano que é carente e apegado por engrenagem (esse termo é pra designar que somos guiados por uma força extraordinária metafísica, seja Deus, seja instinto, seja os átomos, ou ideologia ou o que for). O fato é que por algumas divergências de pensamento artístico avisei o "líder" da banda, meu irmão camarada Rick Raposa que só faria mais os shows marcados e sairia. 

Ato III
Na escola Elisa Valls onde tudo começou - desenvolveu e terminou, continuando a começar, desenvolver e terminar muitas coisas ainda - estava eu com minha namorada e os amigos, como qualquer outro dia, na entrada, confraternizando antes do sinal tocar. Íamos cedo pra colocar as ideias no lugar. Chega o Rick e e diz... lembro exatamente como foi, mas talvez a escrita não acompanhe com fidelidade. Nem acredito que possa reconstituir todo o ambiente, cores, olhares, sorrisos, cheiros...

Ato IV
- O Ari vai se dedicar aos estudos e também não vê a banda como lugar dele, vai sair.

Ato V
Um momento e 3 segundo de silêncio. Eu não queria mais ficar na banda, e a banda não queria mais ficar comigo. hahaha. Voltamos ao grande grupo de amigos. Amigos... 8 anos entre 12Ponto1 e Decoys. Tá aí uma característica da amizade: adaptação.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pensar Dói


Como professor do ensino fundamental, eu me impressiono com a dificuldade do ser humano pensar e dos docentes ensinarem a pensar.
O exercício de reflexão sobre qualquer assunto e/ou prática não é uma tarefa fácil, pois, primeiramente, exige que saiamos da nossa zona de conforto. É exigido que nosso trabalho desenvolva as diversas habilidades e competências em potencial dos estudantes e no meu ponto de vista, o principal destes elementos é o pensar.
Essa habilidade indica – a busca de – independência e fatores que o aluno construa seu próprio conhecimento a ponto de questionar seus professores, e isso mexe com esses “mestres”.
E será que é possível que os alunos pensem mais que os professores e demais adultos? Sem dúvidas que acontece. Imaginem a reação quando se percebe que isso ocorre...
Pensar dói, mas dói mais saber que em muitas áreas, quem está na escola para aprender dá um show em quem está indo ensinar. Um problema – que não seria problema – se tivéssemos a percepção que educar é uma troca – onde o diálogo é fundamental.
Por vezes aprendi mais com meus alunos do que na faculdade.
É a capacidade de abstrair, levar para todos os âmbitos da vida o que se desenrolou na escola e trazer a vida para a escola. A escola imita a vida, assim como a vida imita a arte ou a arte imita a vida como a escola imita a arte?
Contudo que foi exposto, acredito que o que falta ainda é imaginação, tão aguçada na primeira infância e anis iniciais do ensino fundamental e que com o passar do tempo nos desacostumamos para nos enquadrarmos no “mundo real dos adultos” ou o famoso sistema.
Passamos de inocentes imaginadores a racionais destruidores. Racionais, pois pensando sobre apenas um horizonte, sobre verdades concretas; e destruidores por que somos o único animal que tem consciência que destrói – destruímos a natureza, destruímos sonhos, destruímos amores, etc.
Portanto, acredito que o nosso dever é questionar, criticar o que vivenciamos e a nossa realidade, que só é possível a partir da imaginação e do pensar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Bota Iluminado esse Rock


Na madrugada de sábado (18) para domingo (19) vi um dos melhores shows da minha vida, o que me motiva a voltar a escrever, e voltar a escrever sobre esse tema que gosto muito: rock n’ roll. E rock com essência de rock.

Teve todas as artes conforme deve ser: teve poesia, teatro, música, dança, filosofia, tecnologia e um baita trago, pra quem gosta de álcool, o que não é meu caso hahahah.

Foi no aniversário do Heineken Bar e apesar de ter tido câmeras fotografando e filmando, ainda vejo a necessidade de escrever sobre isso, pois foi tão fantástico que penso que deve ser um show registrado de todas as formas possíveis e, modestamente, gostaria de contribuir para isso.

O que aconteceu foi que juntaram duas baita banda com os melhores músicos e artistas da cidade, a John Bilíngue e a Delorean; juntaram boas músicas de ambos os repertórios e enlouqueceram a cena.

Destaco os dois bateras, Negão e Ganso. Duas gerações, dois caras influenciados por diferentes contextos e por diferentes referências em uma sincronia quase fraterna, quase geminiana. E quem tem alguma noção de música sabe como isso é difícil.

Fico feliz em ter presenciado esse momento histórico, que teve a banda General Lee encerrando a noite de uma forma bem divertida e simples, elementos que devem ser levados a sério no rock n’ roll, e que agradou muito as pessoas que foram lá, como eu.

Enfim, boas festas desse gênero são possíveis. Temos pessoas com boas ideias e com vontade nessa cidade. O fim não está próximo.

Observação: Sem fotos na postagem e voltamos a Era dos Inícios... Parabéns aos 2 anos de blogue, completos hoje.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

São Cristais, Ainda Assim São Pedras

Como as pedras são?
São de gelo, a água fria
De cristais, a pedra que brilha.
São drogas, de crack
Ou mesa, suporte de mármore.

Formam, desenham o caminho
À noite algumas na trilha
Reluzem, como a pedra que brilha.
Choram de dor os rins,
Pois há pedras ruins.

Casas de pedras artificiais
Tijolos lindos quando se pinta
Cor viva, como a pedra que brilha.
Há algumas de valor
Joias que causam terror.

Tem pedras que furam
Pela insistência líquida,
Frágeis, como a pedra que brilha.
Nas sombrias inscrições...
Também são pedras os corações.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Meu Tempo


Depois de alguns meses, estou aqui novamente escrevendo coisas de um cotidiano paralelo ao cotidiano de tantas outras pessoas, inclusive de quem se presta a ler isso aqui.


Atualizando a vida pessoal: depois de alguns meses, recém agora estou me adaptando como Orientador Pedagógico, mas louco de vontade que me chamem para dar aula no estado, quem sabe lecionando para o ensino médio, e com a ciência de que meu lugar é numa sala de aula, longe de burocracias que pouco ou nada ajudam. Falei vida pessoal e expliquei a profissional. Isso é chato, mas muito interessante. 


Quando teu trabalho se torna algo tão ligado a ti, aos teus sentimentos e tuas vontades que tu não consegue desvinculá-lo da sua pessoalidade. Quer dizer, sou feliz em uma escola e essa é minha vida. No mais, ando bem. Conhecendo pessoas novas, usando o que desejo usar, evitando o que não me deixa legal. Nada de diferente, ainda. 


Esse espaço não era exatamente pra falar de mim, mas pra eu me expressar. Hoje quis me expressar falando de mim. Redundâncias... Aliás, o bloguer está tão baixo astral quanto o orkut. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Saudades de Abril

Uma coisa que gostaria de revelar, é que sempre que escrevo alguma poesia, eu escrevo pensando em várias histórias, nunca é pra UMA determinada pessoa, ou UMA única história. Às vezes eu escrevo pensando em casos e conversas de outras pessoas próximas ou nem tanto. Não curto exclusividade na concepção de uma obra artística, seja qual for.

E o próximo post é para alguém que nos deixou em um mês de abril, deixou esse mundo; e também para outra pessoa que amei, mas que a inevitabilidade do futuro[?] fez com que a distância física se tornasse também distância sentimental.

Saudades de Abril
(Koalhada Decoy)

Agora que o frio chega
Também é o momento
Em que o coração aperta
Os olhos veem a porta aberta.

E quem está chegando?
Ninguém que se importe
Há pessoas que dão tchau!
Saindo devagar pelo quintal.

Aqui valeu o tempo
Que estivemos nesse local
Que permanecerá dentro de mim;
Sem fugas, sem desvios, sem fim...

Inexistem comparações assim,
Pois a casa está vazia
Nem mesmo eu fiquei.
Ela permanece abandonada...

Nós sabemos!
Por quê?

Respeitamos!
Quem?

Voltamos!
Para onde?

Temos dúvidas!
Sim.

Temos saudades!
Quando?
Em abril...

Isso Não Era Assim

É, eu nem tenho escrito aqui. O principal motivo é que o google mudou muito o bloguer e eu não curti as mudanças. Mas ainda tenho muito a dizer e escrever. Talvez eu mude para outro serviço, já que não pretendo fazer as adaptações necessárias para continuar aqui; mas vamos ver o que acontece.

Só quero dizer, por enquanto, que nunca fui fã de Chico Anysio, apesar de admirar seu trabalho. Porém senti muito sua morte, pelo fato dele ter criado o personagem "Coalhada", meu apelido dado pelo Ordie, que adaptado - Koalhada - foi muito importante na construção da minha identidade.

Já quero falar sobre a postagem que vira a seguir. Será uma poesia que fala de saudade. Fala das pessoas que se afastam de nossas vidas, seja por motivos que está além da vontade que quem os ama, seja por opções, seja por que a própria vida afastou essas pessoas. 

Uma coisa que gostaria de revelar, é que sempre que escrevo alguma poesia, eu escrevo pensando em várias histórias, nunca é pra UMA determinada pessoa, ou UMA única história. Às vezes eu escrevo pensando em casos e conversas de outras pessoas próximas ou nem tanto. Não curto exclusividade na concepção de uma obra artística, seja qual for.

Tanto que muitas vezes eu escrevo uns pedaços e guardo, resgatando em outra oportunidade para juntar com outros pedaços, e assim surge umas rimas locas. As pessoas não precisam nem gostar, mas eu sempre estou senso sincero em cada letra, cada vírgula, apesar de não ser "expert" em português.

E o próximo post é para alguém que nos deixou em um mês de abril, deixou esse mundo; e também para outra pessoa que amei, mas que a inevitabilidade do futuro[?] fez com que a distância física se tornasse também distância sentimental.

domingo, 11 de março de 2012

FELICIDADE ARTIFICIAL

Ontem comecei a fazer isso, foi na correria. Juntei algumas coisas e palavras e recém terminei. Resolvi postar.
 
Felicidade Artificial
(Koalhada Decoy)
 
Por você eu paro até
Com as drogas mais felizes
Caindo em cada esquina
Fecho os olhos, descanso a retina.
 
Quem me guia nas ruas
Talvez esqueça que em casa
O pensamento continua quente
Duvidamos da sanidade da mente.
 
Descobrimos a origem do sorriso
Mesmo assim estamos calados
Pedindo uma trégua a carência
Tenho poder, tenho paciência.
 
Veja como é fácil roubar
Os detalhes sutis das paisagens
Algo diferente é artificial
Instante que torna-se real.
 
Faça do calor uma necessidade
Imersos nos dias e semanas
Pouco frequentado o lugar

Longe, desejos de retomar.

Sua sã e bela consciência
Disfarça os costumes
Ignora a elegância
Que em amor se resume.

terça-feira, 6 de março de 2012

Meus Dias

Mais uma vez que eu fico um tempão sem escrever por aqui, e mais uma vez por vários motivos. Muito trabalho na escola nova, onde assumi como Orientador Pedagógico e, nessa função, ainda estou aprendendo bastante e também com muitas tarefas novas, onde a prática está guiando um conhecimento que antes era apenas teoria.

Na escola antiga, da mesma forma, estamos começando os trabalhos do ano letivo e com mais um revés, que foi a queda da estrutura esportiva, onde além dos danos materiais, as questões psíquicas devem levar algum tempo para voltar ao normal.

Isso apenas no que se refere a minha vida profissional, pois na pessoal também estão ocorrendo mudanças. Esse distanciamento que está ocorrendo de um relacionamento de 5 anos tem me levado a refletir muito sobre coisas que antes passavam despercebidas por mim, como por exemplo, a troca que ocorre com as pessoas na convivência, entre outras.

O estudo é um atrativo sempre presente nos meus dias, mas agora está intensificado com a proximidade do concurso do magistério estadual. Apesar do pouco tempo para isso, sempre que posso estou olhando as apostilas e a bibliografia específica – português e legislação eu tento estudar na minha prática diária na escola, na sala de aula.

Agradeço por essa vida agitada, onde eu sempre tiro lições, sempre tento aprender alguma coisa. E se for pensar bem, todos nós temos uma vida cheia de compromissos e relações com outras pessoas e com o ambiente. Pensar e refletir sobre nossas ações são o diferencial na construção de um mundo melhor, não apenas individualmente/espiritualmente, mas coletivamente.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Recordações Configuradas

Renato Russo também já teve saudade daquilo que ele ainda não havia visto. Às vezes eu também tenho saudade do futuro.

Recordações Configuradas
(Koalhada Decoy)
 
Eu vou ficar contigo
Ou descer na próxima estação
É este meu objetivo
Quando esqueço nosso refrão.
 
Aqueles seus amigos
Estão atrás da janela
Todos temos um carma
Que amacia na paz dela.
 
Agora vou marcando
Nos dias do calendário
O tempo se aproxima
Do feriado lendário.
 
A vida vai e vem e pára
Sempre há algum lugar
Nessas mãos a energia
Para o futuro recordar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Duas Vezes 50!

Essa postagem é apenas para comemorar o número 100. É isso aee. Já temos uma centena de textos aqui. Agradecendo à todos que perdem seu tempo com leitura de uma pessoa comum e com alguns sonhos grandes.

Pra comemorar vou postar pela primeira vez uma foto das minhas tatuagens, ou melhor, da primeira tattoo, logo que foi feita pelo Chico, de Canoas.


Ela representa a ilha/país de Utopia, um lugar imaginado e descrito no livro de Thomas Morus, em 1916 se não me engano. O autor imagina uma sociedade perfeita ou quse, muito a frente da sua época, e talvez até para a nossa. Muito do que ele escreve fez com que fosse considerado louco, como escolher o rei pelo voto.

Hoje ainda estamos buscando realizar nossas utopias. Temos que imaginar o melhor e lutar por isso. Igualdade, liberdade, diversidade e felicidade, é isso que queremos no mundo, tenho certeza, todos nós, ou 99% de nós.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Números

Algumas pessoas já sabem como eu não me dou bem com números e a matemática, apesar de ser um dos melhores alunos nessa disciplina durante o ensino fundamental e médio. Sempre considerei fácil por ser um conhecimento mecânico que era aplicado.  Por ser mecânico hoje preciso contar nos dedos ou usar uma calculadora para qualquer tarefa simples.

A questão é que sempre estão em nossa vida. Não é à toa que uma das campanhas mais bem sucedidas no mundo é a reduza, reutilize e recicle. É um alerta ao consumismo e os números que criamos para o mundo. Mas é só para exemplificar o motivo desta postagem, ou seja, alguns números que fizeram parte da caminhada ano passado.

Essa não é uma pesquisa, nem um fato empírico, mas algo que percebi observando minha rotina e algumas estatísticas.

São eles:

22 anos, 8 tattoo, 1 cartão de crédito ativo, conta em 3 bancos, 3 fios de cabelo branco, 100 alunos, 1 noiva, 1 mãe, 5 afilhados. 300 sacolas plásticas que recusei no mercado, deixei de consumir 90 animais pelo (veg), 2 shows de rock no palco. Não li nenhum livro inteiro – tema de alguma outra postagem futura.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Se O Mar Está Agitado, Estaremos Molhados

É isso aí. Mais algumas palavras soltas em um mundo concreto.
 
Se O Mar Está Agitado, Estaremos Molhados
(Koalhada Decoy)
 
O mar está agitado, vamos curtir,
Nos molhar, voltar a sorrir.
 
É tão bom ver que chegou a hora
A pressão de todos traz melhoras
Professores, policiais. Jovens na vanguarda
Unidos vão marchando... Avante ou nada!
 
Salário ruim;
A passagem lá em cima;
Sem saúde digna;
Poeta sem rima.
 
O Brasil há muito tempo é assim
Não é exclusivo, na Europa está assim.
O sistema dá privilégios a poucos
Excraviza e nos trata como tolos.
 
Liberdade irrestrita;
Dignidade pra mim;
Terra pra plantar;
História sem fim.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Voltamos a Apresentar

Depois de quase 2 meses sem escrever estou de volta por aqui. Vamos tentar recuperar o tempo sem textos, postando alucinadamente algumas poesias, imagens comentadas e temas diversos.

Um dos motivos dessa ausência são as próprias férias, idas e vindas que impedem um pouco esse trabalho, mas que garantes bastantes pensamentos que poderão se transformar em boas redações para esse espaço. Também tem o concurso do magistério estadual, que está me ocupando com algumas horas de estudo.

Outro motivo é também ambíguo É que, como diz a porta de entrada do Juntos! "O mar da história está agitado". Isso quer dizer que tem muita luta social acontecendo, não só no Brasil, como em todo o mundo, fruto da crise do capitalismo.

Pinheirinhos, a greve dos PMs e Bombeiros na Bahia e no Rio, a Lei S.O.P.A.e o atentado a livre informação, corrupção, aumento da passagem do ônibus em várias cidades, e é claro, muita manipulação da mídia e repressão do Estado e partidos de direita.

A questão é que tudo acontece e às vezes não me sinto capaz ou com "moral" pra comentar as coisas aqui do meu ponto de vista, de uma forma positiva, mas ao mesmo tempo revolucionária e simples. São desafios que tenho que superar.

Bom, é isso aee, 2012!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Eu e Minhas Contradições - Feliz 2011


É aquela coletânea de um pouco do que eu pensei esse ano que está acabando. Tirei do meu próprio twitter e de outras coisas que surgiram por ae.

Banda Tri, de Uruguaiana, no Caldeirão do Hulk. Sucesso nacional.

Dor de cabeça e agora trampo no 2º bairro mais famoso de Uruguaiana: Libres. O bairro mais famoso de Uruguaiana é o Uruguai. Fica ali no final da XV.

Sobre a Amy. Som muito chato. Boa letrista. Ótima na personalidade, feeling e vida rock n' roll.

Jogar a culpa da corrupção na história é não aceitar a responsabilidade pelo presente. Aliás, usar como desculpa o passado pelos erros atuais é ser se livrar de responsabilidades.

@Sen_Cristovam adimiro sua coragem. Poucos colocam sua ideologia na frente do partido. Mais digno ainda por sua ideologia ser a educação.

Minha memória é tão boa quanto o cuidado que eu tenho com as coisas. Estou usando o mesmo moletom e a jaqueta de 5 anos atrás, quando fiquei com a @nandazazicki pela primeira vez. 19/07/2006.

Quem está de guarda-chuva não precisa se proteger da chuva de baixo do toldo. #deixemotoldopraquemnãoestádeguardachuva Porra!

"Ainda acredito que a vida é bela e as gerações futuras a livrarão de todo mal..." (@lucianagenro)

Será que a juventude inglesa sempre será vanguarda do punk? Aliás, a imprensa burguesa internacional tem a mesma abordagem do final dos anos 70.

E eu estava gordo che. Vida veg é outra coisa.

Cuide bem do seu planeta, seja qual for... ♪♪

"Acho que esqueci a senha" É um bom nome para uma música.

Uruguaiana: A nova Seatle do rock.

Dom Fernando, minha nova escola. Agora professor de verdade.

“eai #Sanchotene... tem posto de saúde sem medicamentos e sem médico e tu vai continuar mentindo que a saúde é uma maravilha?” (@danieltfelber)

Quando eu faço a barba, não só na aparência, mas me sinto uns 5 anos mais novo.

Me despedi dos alunos e colegas do Patrício Lopes... é difícil, mas a vida segue.

Mãe: -Tu é louco, fez tatuagem sem me consultar, sabia que é pra sempre? -Filho: Mãe, nome também é pra sempre e vocês não me consultaram.

Quem nunca passou por uma tia enquanto matava aula, não sabe o que é adrenalina.

“Quem acha que greve é coisa de vagabundo ou mercenário merece uma faculdade meia-boca, um emprego meia-boca e, enfim, um país meia-boca...” (@avila_leco)

Cara, se você tem um pensamento conservador, você não é tão rocker (punk). E não adianta encher a cara pra tentar provar o contrário.

E na boa, antes de julgar as pessoas procurem se informar, pra ver quem elas são, a história e as atitudes delas.

E nem sempre Paulo Coelho merece as críticas que recebe.

E por que batem palmas? Eu não sou mais o mesmo...

Darcí Ribeiro, em 1984: "Eu perdi a maior parte das lutas que travei, mas não queria estar - nem por um segundo - no lugar dos que venceram".

Machistas, conservadores, carnívoros e enganados. Parabéns gaúchos. Revolução Farroupilha.

Ahhhhhhhhhhh. É tenho pena de pessoas que morreriam por algo sem saber as razões desse algo. Face, face, twit, twit, etc, etc...

Tem dias que meus olhos estão mais claros e outros mais escuros, engraçado isso. Será q é porque vejo o mundo com novos olhos todos os dias?

"Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir. Tenho tanto pra contar, dizer que aprendi." (Tim Maia)

Queria ir dormir, mas minha cama está cheia de formigas. Que loco isso.

Eu invento palavras. Na faculdade tínhamos um dicionário de palavras novas.

Sou fluente em espanhol, arranho bem o francês e o inglês, até consigo ler em italiano e guarani, mas sou fã do português bem mal falado. Isso não é uma piada, é sociologia.

Cara, não é sendo homofóbico que você se torna hétero. Não é sendo racista que se torna branco... enfim, consciência faz de você alguém.

E pode dar merda os alunos lá furando a orelha e pintando os braços pra ficarem parecidos comigo... mas é uma honra isso.

[Tatuagem] É legal a sensação de que tu faz uma coisa que tu sabe que não pode se arrepender.

Respeito à pessoa humana Sr. Imperador Sancho? Que moral pra falar eim!?

PSC e suas pérolas sobre família. Segundo eles eu e minha mãe não formamos uma família. Para eles, ela precisaria de um macho pra me criar. Aliás, Assistam, por favor, o programa de TODOS os partidos políticos. Vejam que há DIFERENÇA entre eles. E QUE DIFERENÇA!

Alguns letristas/poetas/compositores me irritam com vícios de escrita.

Estudar Marx e os marxistas é fundamental para uma transformação/revolução orgânica da sociedade.

Vem, vem com a gente. Queremos um futuro diferente! @_juntos

No dia do músico me senti como um padrasto recebendo os parabéns pelo dia dos pais. Guardadas as devidas comparações e concepções.

É muito complexo de inferioridade ficar se comparando com as pessoas que tu "não curte".

Tudo que nos separa, ao mesmo tempo, nos une.

Um olhar é muito mais que apenas olhos, tem a ver com toda a face e talvez mais. Assim como um sorriso vai mais além do que dentes.

O que me assusta é: Até que ponto somos iguais aos nossos adversários?

Enquanto eu como salada, algumas pessoas compartilham indignação. Sejam coerentes, não colaborem com o sofrimento animal e humano!

A vida se resume em aprendizado e festa!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Paradoxo Platônico na Alma


Paradoxo Platônico na Alma (koalhada Decoy)

A imaginação é perfeita
E esse casal também
Fantasias e idealização
Paixão que me torna refém.

O local é um banquete
Alguns convidados legais
Alguém e outro alguém
O bem inexistente nos finais.

Razão da matéria pura
Conhecimento universal
A sensualidade invisível
Crível de ser concreto atemporal.

Paradoxo, paradoxo;
Parado esperando.
O tempo e o espaço,
Reduzir acreditando.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Minha Vida É Um Palco Iluminado XIII - (Final)


Vocês não imaginam o quanto é difícil pra eu escrever em dezembro. Não sei se é pelo clima natalino que eu nunca gostei, se é pelo calor ou se é por que parece que o ano está saturado. Talvez todos os motivos juntos e mais alguns.

De qualquer modo, esta postagem é especial. Aliás, falar de rock e dos shows que eu vou é sempre especial. E escolhi o número 13 para encerar essas resenhas sobre as festas que eu vou. Zagalo que tem superstição positiva com esse número, então vamos na vibe dele.

Vamos ao que interessa. Primeiro quero lembrar o Heineken Bar no sábado (17) com a Jack River fazendo um show apenas com músicas dos Strokes, no melhor clima de tributo. NUNCA tinha visto tanta gente naquele lugar – que por sinal, está entrando numa nova fase administrativa, vamos torcer pra continuar rolando boas festas, sempre com a nossa presença.

Estava lotado o bar, com várias caras novas, gente nova, gente das antigas, isso que ainda não foi muita gente que costuma aparecer por lá. O feeling da banda e do pessoal estava bem como o do começo da semana no POA Bar, que eu já havia comentado aqui no blogue, só que de uma forma maior, inclusive por que era mais tarde este show do que aquele, e isso faz diferença!

E falando em fazer a diferença, foi muito satisfatório estar presente em um evento que é consegue ser maior que o rock n’ roll. Uma causa que antes de pensar em música e loucura, antes de pensar em álcool e afins, antes da diversão e afins, era em prol de uma criança que luta contra um câncer. Estou falando do AO VIVO PELA VIDA, domingo (18).

E todos que estiveram presente no Parador Havana, todos integrantes das bandas Delorean, Sara e Guilherme, Dona Doida e Rota Alternativa, todos os patrocinadores e apoiadores, todo o público que estava lá, estava ajudando a tornar mais fácil a vida de uma família.

Essa iniciativa foi muito boa, e esperamos e abram portas pra mostrar que roqueiros sempre podem ajudar. Acredito que um recado que tenha ficado para alguns segmentos da sociedade que ainda têm preconceito é: “os roqueiros são pessoas que pensam, são críticos, não aceitam tudo da maneira que é imposta, por isso podem ser considerados ‘loucos’, mas também por isso sempre estarão ao lado de boas causas”.

Espero que tenham gostado dos shows que foram por aee, curtam sempre o rock n’ roll e incentivem qualquer tipo de arte, principalmente a arte reflexiva, a arte alternativa, sem preconceitos.

Ainda vou escrever sobre rock por aqui, como antes, mas nem sempre falando do barulho que eu curti; além do mais, gostaria de ter outro espaço pra isso, quem sabe criar outro blogue com a cooperação de vocês que leram desde o primeiro Palco Iluminado até estas linhas. A vida não pára, nós não paramos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Notícias

Pois é, antes de colocar aqui o resultado dos sentimentos que estavam transitando entre os neurônios e os cardíacos, eu gostaria de fazer pequenas considerações: 1) a violência não é algo natural; 2) a violência é integrada às desigualdades; 3) as desigualdades são integrantes da dominação de um ser humano por outro; 4) a dominação é sempre hierárquica, seja social, econômica ou mesmo cultural; 5) Violência eu conheço por causa do capitalismo/neoliberalismo.

Clóvis, o cidadão (Koalhada Decoy)
 
Pequeno, pobre e trabalhador
Nunca desiste, apesar da dor
Sorriso alegre, até saturado
Na liberdade de um país fechado.
 
Mais dois garotos e sofrimento
Frutos de um lugar cheio de lamentos
Faltando vitórias, sobrando tranqueira
Caindo no crime da pior maneira.
 
Mas o governo e a burguesia
Com explicações através da mídia
Se dizem chocados com a violência
Fazendo valer o status e a aparência.
 
Por uma bike, claro que não é isso
Que esses jovens mataram meu amigo.
A carência de educação e oportunidades
Ou é escravo ou mira na maldade.
 
Quem vai tremer?
Morrendo miserável.
Quem vai chorar?
Vivendo descartável.

Minha Vida É Um Palco Iluminado XII


Na realidade hoje essa semana eu gostaria de publicar algo sobre a morte do Clóvis, assunto que caiu na mídia aí. Um vizinho trabalhador e camarada que foi assassinado a facadas. Mas o mundo não feito só de coisas ruins, assustadoras e porcarias da PIG. Eu estou falando de rock bebê, que torna a vida boa de viver.

Porto Alegre Bar, domingo (11). Primeira vez que vejo meus camaradas da Jack River tocarem, e o show deles é fudido. O David, vocalista, é o cara de um feeling impressionante, tem um domínio de palco e interação com o público que parece que há anos é um rockstar, mas ele começou nisso agora, o que é mais surpreendente.

 Não vamos esquecer da perda do cabaço em palco do Bob e da grande presença do meu irmão de tantas caminhadas e dureza, o Maurilho. Fechando a formação, o Gero, maior galã do indie sul americano e o Anderson com sua guitarra envenenada.

E a John Bilíngue meu? Acredito que meus elogios estão saturando, mas não tem como não deixar de registrar que é uma baita banda de rock n’ roll, de tudo que tem de bom nesse meio, e os caras muito músicos. Humilham, descaram, são do caralho e não se cansam apesar do calorão uruguaianense.