segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Bota Iluminado esse Rock


Na madrugada de sábado (18) para domingo (19) vi um dos melhores shows da minha vida, o que me motiva a voltar a escrever, e voltar a escrever sobre esse tema que gosto muito: rock n’ roll. E rock com essência de rock.

Teve todas as artes conforme deve ser: teve poesia, teatro, música, dança, filosofia, tecnologia e um baita trago, pra quem gosta de álcool, o que não é meu caso hahahah.

Foi no aniversário do Heineken Bar e apesar de ter tido câmeras fotografando e filmando, ainda vejo a necessidade de escrever sobre isso, pois foi tão fantástico que penso que deve ser um show registrado de todas as formas possíveis e, modestamente, gostaria de contribuir para isso.

O que aconteceu foi que juntaram duas baita banda com os melhores músicos e artistas da cidade, a John Bilíngue e a Delorean; juntaram boas músicas de ambos os repertórios e enlouqueceram a cena.

Destaco os dois bateras, Negão e Ganso. Duas gerações, dois caras influenciados por diferentes contextos e por diferentes referências em uma sincronia quase fraterna, quase geminiana. E quem tem alguma noção de música sabe como isso é difícil.

Fico feliz em ter presenciado esse momento histórico, que teve a banda General Lee encerrando a noite de uma forma bem divertida e simples, elementos que devem ser levados a sério no rock n’ roll, e que agradou muito as pessoas que foram lá, como eu.

Enfim, boas festas desse gênero são possíveis. Temos pessoas com boas ideias e com vontade nessa cidade. O fim não está próximo.

Observação: Sem fotos na postagem e voltamos a Era dos Inícios... Parabéns aos 2 anos de blogue, completos hoje.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

São Cristais, Ainda Assim São Pedras

Como as pedras são?
São de gelo, a água fria
De cristais, a pedra que brilha.
São drogas, de crack
Ou mesa, suporte de mármore.

Formam, desenham o caminho
À noite algumas na trilha
Reluzem, como a pedra que brilha.
Choram de dor os rins,
Pois há pedras ruins.

Casas de pedras artificiais
Tijolos lindos quando se pinta
Cor viva, como a pedra que brilha.
Há algumas de valor
Joias que causam terror.

Tem pedras que furam
Pela insistência líquida,
Frágeis, como a pedra que brilha.
Nas sombrias inscrições...
Também são pedras os corações.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Meu Tempo


Depois de alguns meses, estou aqui novamente escrevendo coisas de um cotidiano paralelo ao cotidiano de tantas outras pessoas, inclusive de quem se presta a ler isso aqui.


Atualizando a vida pessoal: depois de alguns meses, recém agora estou me adaptando como Orientador Pedagógico, mas louco de vontade que me chamem para dar aula no estado, quem sabe lecionando para o ensino médio, e com a ciência de que meu lugar é numa sala de aula, longe de burocracias que pouco ou nada ajudam. Falei vida pessoal e expliquei a profissional. Isso é chato, mas muito interessante. 


Quando teu trabalho se torna algo tão ligado a ti, aos teus sentimentos e tuas vontades que tu não consegue desvinculá-lo da sua pessoalidade. Quer dizer, sou feliz em uma escola e essa é minha vida. No mais, ando bem. Conhecendo pessoas novas, usando o que desejo usar, evitando o que não me deixa legal. Nada de diferente, ainda. 


Esse espaço não era exatamente pra falar de mim, mas pra eu me expressar. Hoje quis me expressar falando de mim. Redundâncias... Aliás, o bloguer está tão baixo astral quanto o orkut. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Saudades de Abril

Uma coisa que gostaria de revelar, é que sempre que escrevo alguma poesia, eu escrevo pensando em várias histórias, nunca é pra UMA determinada pessoa, ou UMA única história. Às vezes eu escrevo pensando em casos e conversas de outras pessoas próximas ou nem tanto. Não curto exclusividade na concepção de uma obra artística, seja qual for.

E o próximo post é para alguém que nos deixou em um mês de abril, deixou esse mundo; e também para outra pessoa que amei, mas que a inevitabilidade do futuro[?] fez com que a distância física se tornasse também distância sentimental.

Saudades de Abril
(Koalhada Decoy)

Agora que o frio chega
Também é o momento
Em que o coração aperta
Os olhos veem a porta aberta.

E quem está chegando?
Ninguém que se importe
Há pessoas que dão tchau!
Saindo devagar pelo quintal.

Aqui valeu o tempo
Que estivemos nesse local
Que permanecerá dentro de mim;
Sem fugas, sem desvios, sem fim...

Inexistem comparações assim,
Pois a casa está vazia
Nem mesmo eu fiquei.
Ela permanece abandonada...

Nós sabemos!
Por quê?

Respeitamos!
Quem?

Voltamos!
Para onde?

Temos dúvidas!
Sim.

Temos saudades!
Quando?
Em abril...